Burn - Capítulo 7


Respiro fundo sempre que passo pela sua porta
Sei que você está lá, mas não posso mais ver você
E esse é o motivo por que você está no escuro
Tenho sido um estranho desde que nos separamos
E sinto-me tão desamparado aqui
Veja, os meus olhos estão cheios de medo
Diga-me, você sente a mesma coisa?
Ponha-me nos seus braços de novo

 Niall POV

-Eu preciso de você Sarah. -Harry imitava minha voz ridiculamente - Quero você aqui. Volte para mim. Eu ainda sou seu. Preciso do teu amor. Não te esqueci. Eu te amo. -E mais imitações viam a tona, o que me irritava e o arrependimento me consumia, porém não tanto. De certa parte eu gostaria de falar aquelas palavras, aliás, o que foi dito bêbado foi pensado sóbrio.
-Harry, seu idiota! Porque você não me impediu?
- Era muito divertimento de qualidade para ser desperdiçado.
Empurrei o peito dele com pouca força - O que ela vai pensar de mim seu besta? Vai pensar que eu estou necessitado.
- Mas não é isso que você está? - Ele tirava sarro de meu estado.

- Me lembre de nunca mais aceitar seus convites para bebedeira e não me dê mais álcool algum. Será que pode me levar para casa?
- Posso só se admitir que você precisava dizer isso para ela e que eu sou o cara mais transável e sexy por ter te embebedado.
- Tá maluco? 'To com a cabeça estourando de tanta dor, preciso ir pra casa. Não estou ciente do que eu irei responder, o álcool irá responder por mim e eu não quero que um estrupo aconteça. Agora me leve.
- O.k. Só dessa vez. Dá próxima irá ter que admitir.
- Não haverá próximas vezes. -disse ríspido abrindo a porta do apartamento dele, segurando meu casaco.

[...]

-Vê se relaxa leprechaun, o mundo não vai acabar. -Harry disse de dentro do carro e deu partida, fechando a janela. Entrei em casa, dei boa noite a minha mãe que já estava quase adormecendo em seu quarto e caminhei para o meu.
Me deitei na cama trazendo juntamente a mim meu violão e por um instante pude jurar que Sarah estava ali, pelo menos eu podia sentir sua presença. Era tudo tão confuso e igual, conseguia me lembrar de quando eu tomava todas e ela cuidava de mim a noite inteira, me dando remédios, acariciando meu cabelo, cantando até eu adormecer e por último e não menos importante; um beijo de boa noite em minhas testa.

Eu estou aqui sem você, baby
Mas você ainda está em minha mente solitária
Eu penso em você, baby
E eu sonho com você o tempo todo
Eu estou aqui sem você, baby
Mas você ainda está comigo em meus sonhos
E hoje à noite, somos só você e eu

Comecei a cantar a música que eu mais escutava em meu ipod, ela se encaixava em todos os momentos deprimentes e com ela me sentia distante de todo o perigo e me aproximava mais da leveza em que a alma dela me trazia. Sabia que aquele noite eu sonharia com ela, e sabia que seria apenas um sonho, não poderia beijá-la e nem senti-la, somente contemplá-la. 

Sarah POV

-Hey, Sarah está me ouvindo? -Liz estalava os dedos em minha frente me fazendo despertar de meus pensamentos. 
- Ah sim, claro. Continue 
- Posso considerar que está mentindo? -assenti timidamente - O.k. Eu só disse para não se meter no caminho da Amy e não chegue nem perto de Mark. Ela é muito ciumenta e leve isto como um aviso, não é bom não entrar em confusões, principalmente com ela. 
- Vou no banheiro lavar o rosto, sabe. Esfriar a cabeça. 
Liz assentiu e agradeci mentalmente por ter conhecido ela logo de cara, simpatizei com o jeito dela. Sinto que logo vamos ser inseparáveis. Passei a mão molhada sobre meu rosto e enxuguei-o. Peguei minha mochila que estava na bancada da pia e estava pronta para sair e chamar Liz para irmos logo à sala, quando sou barrada. Por ele, quem eu menos esperava. Mark tinha o olhar sobre mim, não soube distinguir o que ele queria me transmitir e caminhei na direção oposta a deles, indo em direção a Liz. De relance, pude perceber Amy me encarando ao longe, porém não estava tão descontrolada a ponto de começar um discussão.

[...]

O sinal tocou indicando o término das aulas, fechei meu caderno e guardando as anotações que havia feito. Liz se despediu de mim e me desejou um "até amanhã", saindo da sala. Guardei meu pertences na bolsa e coloquei-a no ombro. Passei o casaco por minhas costas, não fazia tanto frio e iniciei mais uma vez o caminho de meu apartamento, espere! Aqueles não são...
- Vejam, ela não é de se jogar fora. -os dois garotos altos concordaram e um se pronunciou com a aproximação de Mark a mim - Coitada, nem imagina que será igual as outras.
- Que outras? - Perguntei encabulada e tentando afastar o garoto de mim visivelmente mais forte e fracassei.
- Não pense que será tão fácil assim, docinho. Precisamos aliviar nossa tensão, não é mesmo? E você nos ajudará. Vou deixar você ir dessa vez, mas não antes de me beijar.
- Eu não vou te beijar! Não sou sua namorada, nem sua ficante e muito menos alguma coisa sua!
- Ai que você se engana, fará sempre aquilo que eu desejar e bico calado ou eu posso fazer coisas muito piores, um beijo não será tão ruim assim.
Dito isso, segurou meu rosto com uma das mãos - pude sentir que elas eram calejadas e ásperas- e encostou seu lábio no meu, forçando a entrada de sua língua. Não correspondia, simplesmente não sabia o que fazer, o medo me invadia junto com o gosto de álcool da boca dele.
-Doce como mel -Mark disse se deliciando e e afastou junto com seus colegas para longe de mim

-------------------------------------------
Hello
E aí gostaram? Não? Okay, espero alguns comentários.
Jana

12 comentários:

Obrigada por comentar
Críticas construtivas são aceitas.
Não desrespeite as autoras do blog. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão excluídos.
Não peça para divulgar seu blog/página, existe uma página para isso aqui.
A comentário tem que ter relação com o assunto da postagem
Deixe o link do seu blog no final (sem o http) para retribuir a visita
Não aceito mais selos
Volte sempre ♥