Burn - Capítulo 6


Não perca seu tempo comigo você já é
A voz dentro da minha cabeça
(eu sinto sua falta, sinto sua falta)
Não perca seu tempo comigo você já é
A voz dentro da minha cabeça
(eu sinto sua falta, sinto sua falta)

Niall's POV

Após uma conversa demora com minha mãe naquele quarto extremamente branco e enjoativo, eu tive alta. Não me lembrava muito bem de quanto tempo eu permaneci no quarto, todavia sabia que eram muitos por eu estar louco para sair dali. Outro quesito que também ajudou foi os conselhos chatos que as mães sempre dão, porém estão sempre certas, sem exceções. 
Lucy havia me visitado pela manhã e resumiu um pouco do que acontecera neste tempo que não pude sair de meu mundo adormecido, esquecido e parado no tempo. Naquele dia do acidente, deveria ter sido um dia especial, o dia de meu aniversário. Foi bom, até o efeito do álcool estragar tudo. Teria sido uma noite em que eu iria me declarar para ela, sem empecilhos e barreiras que me impediriam nesta noite, porém houve algo pior e provavelmente eu não consiga mais dizer o que está preso na minha garganta por anos e anos. Espero não tê-la perdido para sempre.
Pedi a minha mãe para levar minhas coisas a minha casa enquanto eu passaria a um lugar especial. Ao chegar no lugar que considerava meu e de Sarah sentei no banco de cor clara e a visão em minha frente era pacifica. Pais brincando com seus filhos, casais aproveitando o tempo junto e as árvores florescendo, dando um ar de comodidade para quem estava lá. Retirei de meu bolso a caixinha aveludada vermelha e levantei meu olhar, contemplando o azul límpido do céu, como se eu pudesse me comunicar com ela em meus pensamentos.
Guardei aquela caixa com o anel prata, escrito em letras delicadas pelo lado de dentro "Our love is like a flame". Sabia que em qualquer lugar, independente da distância que havia, seria capaz de amar ela igualmente ao primeiro dia que ela apareceu perdida naquela escola e me ofereci para ser seu amigo ali e desde aquele dia ela não desgrudou mais. Sentia-me como um protetor e não serei capaz de parar de amá-la, somente esconder a dor que sentir me proporciona.
Passei a mão pelos olhos, enxugando algumas lágrimas solitárias e caminhei em direção a minha cada, a três quarteirões dali. No percurso pensei no que deveria fazer com a aliança, e decidi guardá-la caso o destino esteja a meu favor mais tarde.

[...]

-Nossa mamãe! O gosto continua idêntico. -disse provando mais um pedaço de sua lasanha.
- Obrigada meu filho, veja, nem tudo mudou.
Abaixei a cabeça.
- Não mãe, tudo está mudado. Ela se foi, se eu não demorasse tanto, Sarah seria minha, completamente.
-Hey querido -ela colocou sua mão sobre a minha acariciando - Tudo tem seu tempo.
Assenti e terminei de comer.
Abri a porta de meu quarto, observei as paredes com os mesmos posteres do Blink 182, Guns n' Roses, One Republic e outros. Minha cama milimetricamente arrumada com lençóis novos, os porta retratos com as mesmas fotos da época em que tudo estava certo. Minha mesa de estudos com os mesmos objetos e meu violão colocado delicadamente em minha cadeira. O caderno de Lucy com a matéria que perdi estava lá e eu teria que me esforçar para alcançá-los na faculdade se eu quisesse me formar naquele ano. Iria me formar em música e espere. Aquele ali não seria meu diário?
Com a chave presa na capa, destranquei o cadeado e folheei. Li algumas partes em que eu citava situações boas e ruins que aconteceu ao longo dos dias. Parei na página em que eu começo a relatar o meu sentimento inocente iniciante por Sarah, não tinha dúvidas eu amava. Letras de músicas escritas eram compatíveis ao sentimento que plantei dentro de mim por ela. Peguei em mãos, sentei no lugar em que antes estava meu violão, uma caneta e por um impulso contei tudo o que estava, na verdade aconteceu neste tempo. A última folha que escrevi antes do acidente continha: E por fim, ela será minha. Eu a amo. 
Sobrou apenas arrependimento e a distância. Preciso do calor dos braços dela e do coração dela batendo contra o meu descompassadamente. Somente isso, ela.
Meu celular apitou e no visou indicou uma nova mensagem:

Hey dude! Fiquei sabendo que está de volta. Ótimo. O tempo não para, não é? Minha mãe lhe contou que sente falta de Sarah, mas que tal sairmos? Para um pub quem sabe, afogar as mágoas. te busco ás sete.
Harry X.  

Boa pedida Harry, pensei comigo. Havia escrito praticamente três ou quatro páginas frente e verso. Tinha duas horas para estar pronto. Deixei o diário de lado, olhei a foto de minha amada que permanecia intocável na minha mesa e dedilhei as cordas do violão, iniciando uma melodia doce e melancólica. Parei imediatamente, precisava tomar banho, chorar um pouco melhorasse em hipótese e eu sentia falta de Harry e dos conselhos dele. Seria uma agradável noite.
Uma camiseta em gola V, uma calça folgada preta e um vans compunham meu visual, nada extravagante. Ouvi a buzina soar, sai de meu quarto. Avisei minha mãe que sairia com Harry para ela não se preocupar, ela ficou meio relutante quanto a isso, porém cedeu. Beijei sutilmente o topo de sua cabeça e fui para fora de casa, onde o carro dele já estava a vista, me esperando.

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Nove, Agora oito. O restante de vocês estão ai? 
Sim, eu to lendo pra escola, O Poder dos Seis tenho que terminar até quinta. Bom, espero que tenham gostado e com 10 comentários eu continuo. Espero que vocês não tenham mentido daquela vez dizendo que iriam comentar. Amo vocês.
Jana.

11 comentários:

  1. amei ta demais continua por favor amo essa fic bjs mari

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  2. Continua *------------------------*

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  3. Amei, vc e muito boa nisso. Vejo ha pouco mas ja amei seus imagines. xx

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  4. Jana (como gosta de se chamada Flor), eu estou lendo o blog a algum tempo, estou adorando, li uma fanfic sua em um dia. Estava lendo alguns comentários que você escreve formal demais, para mim isso é importante, pois em outro blog que entrei, a administradora escrevia umas gírias que eu não entendia. Se você escreve formal demais, para mim é até importante, pois se não pessoas que frequentemente não usam elas podem se confundir. Usar uma linguagem formal é importante sempre, parabéns. Dois: tem aqueles comentários que falam que a ficar está chata e falamos, ignore (sei que você faz isso, mas só reforçando o meu conceito) pois isso é inveja de você, pois escreve muito bem, e isso é um dom, poucas pessoas tem ele, por exemplo, muitos falam que eu escrevo bem, eu não sei. Três: pelo amor dos Deuses, continue escrevendo essa fic, pois eu estou, o que que vai acontecer. Me tire uma dúvida: porque você apagou outras duas fics? Muito obrigada pela atenção, parabéns pelo blog. E que continue escrevendo essas fics incríveis que você escreve.

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    1. Meu Deus, sério, muito obrigada mesmo, mesmo, mesmo, mesmo! Eu escrevia totalmente diferente, eu usava muito abreviações e depois de um tempo eu percebi que eu precisava melhorar meu jeito de escrever, pois se eu pretendia me tornar alguma coisa na vida, ter uma profissão boa eu teria que melhorar e muito. E, agora que percebi que escrever corretamente é importante, não consigo mais ler qualquer coisa que esteja errado, que use muitas gírias ou abreviações, é chato. Estes comentários não ligo mais, lê a fic quem quer e quem gosta, se alguém não quer ler por motivos de minha escrita, sem problemas. Não vou mudar minha forma de escrever para agradar aos outros e além disso é para me aperfeiçoar minha escrita. Tem mais capítulos sim, até o décimo e pretendo postar o décimo primeiro hoje, se der.
      Já escrevi tantas fics que eu fico até perdida haha. Eu exclui alguns posts, na verdade, bastantes. Muitos não tinham sentido ou eram simplesmente desnecessários. As fics que eu exclui -Little Things, Falling In Pieces e provavelmente Don't Let Me Go- as duas primeiras porque não me agradavam, ou a forma que eu escrevia e a história meio clichê que tomou um rumo errado. E acho que eu também apaguei a última porque eu não consigo mais continuar ela, sabe deu um bloqueio e ficou chato escrevê-la. Muitíssimo obrigada, esse comentário fez meu dia c:

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    2. Sempre que eu puder eu juro comentar, obrigada pela resposta.

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