Imagine Zayn - She's So Mean


(www)

O que eu poderia dizer sobre minha tão entediante e cansativa? Nos últimos anos da faculdade, momento no qual deveria ser o mais especial e emocionante se tornou o contrário disso. Pouco me importo. Aliás, por qual motivo a escola é sempre tão chata? Não estou reclamando por ter quase nenhum amigo, nunca reclamei, consigo lidar com a solidão muito bem desde bem pequeno, criando barreiras para as pessoas. Ou será que elas criam barreiras contra mim? Isso não vem ao caso. 
A maioria do meu tempo escolar é tão maçante. Sempre as mesmas pessoas. Algumas com seus devidos grupos. As dos mesquinhos, os dos chatos, dos nerds. E tem ela.
Como eu posso descrevê-la? Isto é tão complexo quanto ela própria. Seus cabelos tingidos em rosa nas pontas, na verdade eu não sei bem a cor que realmente é devido as tantas que ela já usou. As roupas com estampas de bandas, algumas antigas, outras atuais. Seu estilo passa longe de ser iguais de qualquer um que frequenta essa escola, nem mesmo comigo já que me denominam de "Badyboy" e a semelhança nos gostos das bandas. A única semelhança que havia entre nós era que não pertencíamos a nenhum grupo de pessoas dessa escola.
Distinta de qualquer pessoa, com muitos planos mirabolantes ocupando seus pensamentos e qual seria sua próxima vítima de suas brincadeiras com os outros. E só para constatar, os planos dela nunca falham, nunca. Ela é boa nisso e vou admitir eu penso no que ela também seria boa. É impressionante, pois seus planos nunca me envolve, sou o único que ela não tenta atingir, e por isso eu pensaria que ela seria uma anja? Não, ela é uma doida. Ela é uma doida. Uma doida mimada que vive na parte mais bem sucedida da cidade, nem parece que ela vem dali, seu perfil é tão desigual das outras pessoas que viviam ali.
Essa garota me deixa louca sem nem ao menos ter trocado uma palavra com ela, sem ter chegado perto. Mas quer saber? Eu não me importo.
Hoje seria mais um dia habitual como todos se não fosse a apreensão minha e dos demais alunos na aula de Geografia. Seria um trabalho decisivo e claro, todos teriam que ir muito bem. Se não fosse em duplas, com certeza seria mais fácil, mas não, a professora tem que dificultar as coisas.
Não sei o que significava isto, uma coisa boa ou ruim. Eu iria fazer trabalho com ela.
- Então Zayn - Ela falou meu nome com uma entonação tão delicada que por um instante eu pensei que ela era doce e sensível. Apenas pensei, pois ela não era nem um pouquinho, contando com as circunstâncias de que ela já ousou entrar no banheiro do time masculino de futebol, recolhendo todas as roupas e os deixando-os nus, justamente por "vingança". Como eu pude pensar isso se ela é tão má? - Na minha ou na sua casa?
- Pode ser na minha, se não for se importar - tentava não manter contato visual, aquilo era tão árduo, seus olhos convidativos da cor mais bela, sua voz tão meiga e sua face angelical, ninguém diria que um dia ela se tornaria como uma doida. Ela deu de ombros. - Chego as duas na sua casa amanhã, aproveito e durmo lá também para não perder viajem e terminar o que temos que fazer rapidamente. Até
Calma Zayn, respira, se controla. É isso mesmo que você ouviu -pensei comigo. Ela vai dormir na minha casa, ela vai passar um dia inteirinho lá comigo. Eu e ela. Sozinhos. Pare- pensei novamente- Pare de ter pensamentos impróprios com ela. Nem sequer você sabe se ela irá vir mesmo, quem sabe só é mais um truque, e dessa vez os planos dela me envolviam.
O resto do dia ela não lançou nenhum olhar, sempre desviando-o. É, ela não quer nada, nadinha mesmo. Criar expectativas estavam fora de cogitação. Me despreocupei com ela e aguentei as últimas aulas -as mais chatas- do dia sem pensar nela.
Voltei para casa meio atordoado e me preparei para o dia seguinte.

[...]

*Dia Seguinte*

Já disse que amos sábados? Sem escola, trabalhos, deveres chatos, aulas entediantes, e pessoas indesejáveis. Tudo era bem tranquilo pelas redondezas de meu bairro, não havia com o que eu devia me preocupar. Já era costume acordar mais tarde do que o habitual, isso recompensava as horas não dormidas na semana. Me levantei preguiçosamente colocando os pés para fora da cama e indo em direção a janela. Abrindo-as. O sol estava em seu ponto mais alto e forte, o que significava que já passava-se do meio dia ou ainda era. Era normal. Coloquei uma bermuda e meias até os tornozelos e desci para o piso inferior onde se encontrava a cozinha e a sala de jantar e de televisão. A casa era bem grande para alguém que mora sozinho.
Coloquei algumas fatias da pizza da noite passada no microondas, esse seria o meu almoço de sábado. Nada mais agradável que me sentir bem e sem nenhuma preocupação que possa tomar conta de meu precioso tempo. Levei meu prato já com as fatias quentinhas e exalando uma essência muito apetitosa.
Liguei a televisão e deixei no canal em que passava os jogos do campeonato em que não tive oportunidade de assistir. Apoiei o meu prato sobre a almofada em que permanecia e começaria a comer se não fosse por alguém me atrapalhando, tocando a campainha.
Coloquei o prato na mesa de centro, segurei a almofada e joguei-a no sofá indo atender a quem estaria me esperando na porta.
O que me possibilitava ver era apenas seus cabelos negros e dessa vez com mechas verdes. Ela é impossível. Esta levantou sua cabeça aos poucos me observando. Só depois de alguns instantes eu percebi que estava só de bermuda e meias, traje perfeito para um sábado tranquilo. Trazia consigo uma mochila preta que logo supus que ali estavam suas roupas e pertences.
-Entre, fique a vontade. Me aguarde um instante.
Subi para o andar de cima, para meu quarto. Coloquei minha camiseta preferida da Nirvana. Ao sair do quarto, fui obrigado a voltar e arrumar meu cabelo. Afinal, por mais que não desejasse, queria pelo menos estar apresentável em sua presença. Pelas poucas palavras dirigidas à ela, percebi que sua personalidade era apenas uma barreira. Parecia tão calma e serena, sem aquele ego que ela tinha na escola.
Voltei para onde ela permanecia comendo uma fatia da minha pizza intercalando com goladas na garrafa de vidro com coca-cola. Estava sentada tão largada e confortavelmente que parecia estar em sua própria casa.
-Me desculpe, mas eu não almocei hoje. -ela declarou quando percebeu minha presença ao me sentar ao seu lado-
-Sem problemas, eu não aguentaria comer tudo mesmo. É, hum. Gosta de futebol?
-Gosto, tento não perder um jogo, mas aquela escola interfere nos meu planos.
- Isso é tão desapontante, perder praticamente um dia inteiro na escola, não pela matéria chata e sim pelas pessoas tão...Como posso dizer? Vazia. Sempre seguindo modinhas, nunca sendo elas mesmas.
- Faço de suas palavras minhas
E pela primeira vez eu mantive contato direto com ela, e cada vez mais dialogávamos. Principalmente durante a execução do trabalho.
Sorrimos orgulhosos do resultado que obtivemos. Fizemos realmente um trabalho incrível. Nota máxima já poderia ser garantida, enquanto um sábado inteiro foi ocupado com apenas isto.
- E aí, planos para sábado a noite?
- Nenhum -disse me sentando no sofá exausto ao lado dela.
- Como assim? -me olhou indignada- Quer dizer que o badboy da escola não vai tirar casquinha de ninguém essa noite?
- Isso mesmo.
-Já sei, esteja pronto em quarenta minutos. Se importa se eu usar o seu outro banheiro?
- Nenhum pouco.

[...]

A batida contagiante batia forte e alto em meus ouvidos, era praticamente inaudível o que qualquer um poderia dizer naquela boate; a mais badalada e popular da cidade. Luzes coloridas estavam por toda parte quase me fazendo ficar cego de tanta iluminação enlouquecedora que havia ali. Melhor eu me preparar para  uma longa e agitada noite
- Ei, acho melhor a gente ir, tem muita gente aqui. Não gosto desse tipo de local.
- Que isso Zayn? Vai amarelar? -ela perguntou já com dois copos de alguma bebia, aparentemente vodka e a voz embargada- Toma aqui e vamos curtir a noite.
Dito isso ela me puxou para onde havia muitas pessoas próximas umas as outras, onde estavam dançando. Umas dançavam sensualmente, outras nem tanto. Mas nenhuma conseguiu prender minha atenção, me envolver e seduzir facilmente. Aproximei meu corpo do dela. Tentava manter um papo legal, porém ela sempre me repreendia me mandando calar a boca. Fiz o que ela mandava, impressionante, pois aquele tom de voz perverso me fez enlouquecer mais por ela. Não me deixaria levar, eu sabia que ela só queria diversão. Não poderia crer em mais nada que ela dizia, não seria dito sóbrio e com certeza se lotaria de bebidas até amanhecer. Longa noite, muita bebida é sinônimo de ressaca forte. Azar meu.
Já estava em seus décimo copo de bebida que eu não soube dizer qual, quando encontrou alguns amigos perto da área reservada. Ela me deixou sozinho no bar, a observava de longe e percebia que tinha que beber para me manter acordado e mantê-la em perfeito estado. Quase seis da manhã. Caminhei até onde os amigos e ela se encontravam e a abracei, a levando até a saída daquele lugar. -Me solta Zayn -ela dizia, mas eu sabia que estava muito embriagada para tomar alguma atitude.
Voltamos sã e salvos para minha casa. A coloquei delicadamente na cama e logo ela virou-se e presumo que adormeceu rapidamente. Comi uma barrinha de cereal simplesmente para não passar mal e logo subi e me deitei no sofá que havia no quarto em que ela também estava.
Adormeci rapidamente, o sono me cansaço me consumia cada vez mais. A noite não foi das melhores, além do fato de que ela estava dormindo no mesmo lugar que eu. Na metade da noite começo a escutar alguns barulhos estranhos e acordo abruptamente, mas era só ela. Ah é, eu tinha guardado uma coleção de discos de vinis, ele são completamente especiais para mim, principalmente por serem uns das minhas bandas preferidas. Ela estava acordada observando alguns, outros ela ficava tão encantada que era uma coisa admirável. Me levantei sem fazer muito barulho e cheguei perto dela a abraçando.
- Zayn, porque eu sou assim? -ela indagou e olhei para ela confuso - Por que eu afasto as pessoas? Por que eu não consigo ser igual a uma pessoa normal? Por que não há interesse de outras pessoas?
- Sabe, eu convivi longos três anos com você, passava os dias te observando de longe e me chamava atenção como você era diferente. O modo de como se vestia, as roupas que veste. Isso me chamou muita atenção pelo jeito que é, tudo isso me encantava. Sinceramente eu te achava uma pessoa fria, que sofreu muito antes, mas agora dizendo isso, eu consigo ver que lá no fundo há uma menina doce que eu nunca deixaria se afastar de mim. Eu nunca a deixaria ir. Sabe porque? Porque em você que eu consigo me encontrar, você não é iguais aos outros, você me enlouquece garota e me prende em você.
Honestamente eu não sabia de onde saiu tanta coragem e palavras bonitas para dizer a ela, e não havia tempo para mais nenhuma declaração, pois seus lábios já estavam nos meus me impedindo de qualquer coisa. Me impedindo de deixa-lá ir.

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Hey amores! Olha, sinceramente foi o melhor imagine que eu escrevi até hoje. Comentem ai o que acharam! Jana.



12 comentários:

  1. Aceita afiliação brabulets? http://the-wonderland-fanfics.blogspot.com.br/Responda em nossa cbox

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  2. Gente, q lindo *---* Amei! Amei td aqui, mt legal, parabéns :D

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  3. Já está afiliada Liamda. Beijos http://the-wonderland-fanfics.blogspot.com.br/

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  4. Jana, perfeita!!! Vc vai ser um ótima escritora! Eu compraria um livro seu! E com certeza amaria! !! Amei ♥♥♥

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  5. eu ameei esse imagine mas o meu preferido é in case (no caso) ,ele é muito bem detalhado!!

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  6. Lindo! perfeito e... não sei mais qualidades! ;D

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  7. O mais perfeito que ja li :3
    XOXOXOXOX GaBy

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. eu adorei, ficou muito divo sua linda!

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  10. meu Deus do céééééééuu é lindo demais! Criatura eu queria q vc continuasse isso fikoh mto dahoraa

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