Imagine Niall - Over Again



*Niall's P.O.V. *

A música melancólica emanava um som que praticamente me mantinha tranquilo por quase todo o meu percurso. A janela do carro aberta até pela metade deixando a brisa fria adentrar o automóvel. Era só eu e a saudade que só aumentava e me fazia sentir cuidado a cada dia.  A maioria das músicas que tocavam sucessivamente eram tristes e me lembravam algum tipo de lembranças, afinal de contas todas que tocavam eram do mesmo gênero. Eu nunca havia tido um sentimento me sufocando tanto como este. Era um misto de tudo. Um misto de saudades, misturada com medo da rejeição e remorsos de mim mesmo, pelo o que eu fiz. E o que eu eu proporcionei a elas foi, é tão ruim que eu me culpo por ter sido tão idiota, todos os dias.
Minha filha que nem ao menos eu tive a oportunidade de conhecer iria pela primeira vez tê-la em meus braços, sentir seu cheiro de recém nascida, acariciar seus poucos cabelos e a proporcionar um caloroso beijo de boa noite. Esse era o principal motivo de minha volta para a Irlanda. Depois de alguns anos longe delas -filha e "noiva- sem dar para elas nenhum tipo de explicação de minha partida, deixando minha noiva com toda a responsabilidade para cuidar da menor, enquanto eu permanecia em turnê.
Mas, eu trocaria tudo, se fosse possível voltaria no tempo e reescreveria minha história ao lado delas, com um pai e marido exemplar, sem deixar faltar-lhes nada.
Eu, com dezoito para dezenove anos era tão ingênuo e pouco decidido que tive a capacidade de renegar minha filha. Eu não queria ter um filho por vários motivos; por ser muito novo, por ter uma carreira muito compromissada de cantor, e principalmente, pois não tinha uma estrutura fixa em alum local. Sempre saindo para fazer shows com a banda, e isso se tornou sinônimo dos últimos meses para cá de uma vida infeliz. Me arrependo sim, eu errei, e errei muito feio. Garanto que eu mudei, não quero que haja oportunidade na vida delas deu ser um pai ausente e não quero que minha filha cresça sem um. Quero estar lá a todo momento possível, guiando seus primeiros passos, escutando suas primeiras palavras, caminhando junto ao seu lado durante toda as fazes da vida dela. Eu sei que disse que nunca deixaria, (s/n), mas eu fiz. Fui amaldiçoado com três palavras que eu não disse antes de minha ida, porém eu estou voltando para vocês duas, não quero mais pensamentos de culpa em mim e eu tentando fugir. Não mais. Sinto falta de cada parte do corpo dela, da alma e pensamentos puros e doces, das noites que tivemos juntos, dos beijos calorosos e para isso eu estou voltando, com bagagens e sentimentos que eu não deixei espairecer.
"Agora ela está se sentindo tão pra baixo desde que ela ficou sozinha. Há um buraco no meio do meu coração como um pólo. E isto não é piada para mim. Então, podemos começar tudo isso de novo?"

Estava decepcionado comigo mesmo, desperdicei a chance de estar ao lado delas em algum momento importante, de marcar a vida das duas de alguma forma. O que será que possa ter acontecido nesses meses eu não faço a mínima ideia, apenas quero ela de volta e que traga todo o seu amor de volta, eu posso concertar o coração dela, simplesmente o cara que a deixou, e agora tem um buraco no peito, contudo usaria todos os pedaços deles e juntaria para fazer um novo e que o de (s/n) voltasse a ser como era antes. Seu semblante tranquilo e despreocupado.
Estava estacionado o carro na calçada de minha antiga casa que havia com ela, e espero que ainda tenha chances de voltar a ser como era antes. Toquei a campainha e esperei alguns minutos até a porta ser aberta e revelar sua nova aparência.
Tinha cortado os cabelos, deixando-os na altura dos ombros, entretanto a mesma cor e ondulação permanecia desde que a conheci. Parecia a mesma de antigamente se não fosse pelo olhos ofuscados, olheiras e inchaço. Deveria não dormir a dias e isso me fez sentir pior do que eu já estava e mandar toda a coragem que eu havia reservado embora. Ela m observou por um instantes tentando absorver as mudanças e eu fazia o mesmo. Deixou a porta aberta e adentrou a casa. Considerei isso como uma afirmação para que eu entrasse, sendo assim, fechei a porta e procurei por ela que estava de costas para a entrada, onde eu estava.
- O que está fazendo aqui? -disse seca- Não tem mais nada que você possa tirar de mim.
Me senti péssimo com aquilo, todavia sabia que era só uma barreira contra tudo que a pudesse atingir, com isso contando o amor que eu poderia oferecer.
- Estou de volta (s/n). Me desculpe por ter deixado vocês sem nenhuma justificativa correta, partindo e deixando dúvidas sobre minha pessoa. Eu posso te provar que eu nunca mais irei sem levá-las comigo.
- Parece tão seguro ao dizer isso, mas não existe certeza em nada que eu possa fazer em relação a você. Como eu posso acredita em você que me mostrou que me deixará nos momentos mais difíceis, deixando toda a responsabilidade de cuidar de minha.
-Nossa -interrompi
- Niall você não sentiu todo o sofrimento que eu senti na pele, de ser deixada sozinha e ter ela, eu pensei várias vezes em abortar sendo que você não a queria, enfim, eu decidi o contrário e dei luz a ela.
- Me deixe a ver.
- Por que eu faria isso?
- Porque eu sou pai e tenho esse direito. Tenho direito de pelo menos tentar te ter você de volta, os seus lábios. Voltar como tudo era antes, a nossa antiga vida - ao dizer me aproximava mais dela que agora estava de frente para mim e de seus lábios- Confie em mim e nunca mais eu a desapontarei. Podemos começar tudo de novo?
Dito isso a tomei em meus lábios com falta daquilo tudo. Aquilo me preencheu de esperança, até porque ela também sentia o mesmo e passava-me a mesma sensação de meses atrás. E finalmente eu pude dizer que eu me sentia completo.
Deixei seus lábios e continuei com meus braços a envolvendo. Subimos até um dos quartos da casa que tinha vários cômodos. Era o quarto da minha menininha que (s/n) deu o nome de Jess. Passei pela porta, observando como tinha sido bem decorado e fui em direção ao berço, onde a pequena menina tinha os grandes olhinhos abertos e sorria para mim.
Os olhos e os cabelos tinha a mesma tonalidade dos meus. Azuis e fios longos e cacheados castanho. A pele branquinha poderia ser facilmente confundida com a neve de tão branquinha que era, e como o pai ela ficava vermelha nas bochechas.
Sorri ao perceber as semelhanças entre nós e só com esse novo começo eu me senti completamente feliz, com as duas mulheres mais importantes que eu poderia querer durante a minha vida. Tão lindas, e com absoluta certeza nunca as deixaria novamente. Beijei minha esposa com minha filha em meus braços e só assim começamos uma nova vida.

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Hey amorzinhos! Bom, eu escrevi e reescrevi esse imagine muitas vezes e como a Flávia (minha amiga) me pediu eu vou dedicar esse imagine a ela. Porém quero que todas se sintam especiais lendo isso. Espero que gostem e até amanha com um novo capítulo de Don't Let Me Go. Kiss.
Jana.

7 comentários:

  1. aiii que cute *.* amei e anciosa para o cap. de Don't Let Me Go que ta PER-FECT Malikisses

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  2. Muuito fofo, ameei♥ Seguindo aqui flor, td mt perfeeeito : 3 Acabei de criar um blog de fanfics tb, se puder, visita e me diz oq achou do meu 1ª capítulo, ficaria muuito feliz *--* connectedonedirection.blogspot.com
    bjuus

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  3. crlh q lindo ;-) Janaaaaa ainda me mata com esses imagines /xx

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  4. Ahhh cada vez mais sonhadora kkkk parabéns ficou demaissss :) XOXO <3

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  5. ai que liamdo amei vc escreve muito bem (:

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